concreto17O Concreto aparente surgiu com força total em terras brasileiras na década de 60, na época do movimento brutalista, quando primava-se pela funcionalidade e objetividade da construção em detrimento dos elementos decorativos.

No Brasil, arquitetos como Ruy Ohtake, Mendes da Rocha e Vilanova Artigas são sem dúvida nenhuma alguns dos maiores representantes/ícones deste movimento.

Na arquitetura brutalista, o concreto armado era o rei e estava sempre aparente. As estruturas, antes encondidas, disfarçadas, ganhavam destaque. Fachadas, paredes internas, escadas, lajes, vigas, colunas, brises, pilotis…  uma infinidade de elementos arquitetônicos se beneficiaram do concreto armado, que passou a estrelar in natura, completamente aparente, nas edificações da época.

O tempo passou e outras correntes surgiram, voltando a esconder o esqueleto das construções. Já há algum tempo, entretanto, vê-se um certo retorno do concreto aparente ao gosto comum. Eu mesma adoro a ideia dos ambientes serem o mais verdadeiros possíveis. Se uma construção foi pensada, planejada, não há porque disfarçar seu esqueleto. Muito pelo contrário, vigas robustas de concreto aparente, assim como colunas estruturais à mostra, me dão borboletas no estômago, mexem com minha imaginação, aguça meus sentidos.

E pra provar meu ponto, trago hoje pra vocês inspirações lindas e cheias de personalidade que exaltam os elementos estruturais, deixando o concreto aparente.

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Preferências à parte, uma coisa é certa, estruturas aparentes contam histórias não só de uma época, mas também da edificação em si. Eu morro de amores!

Mas como diz o velho ditado, quem não tem cão caça como gato, então na impossibilidade de se ter concreto aparente de verdade (dada a dificuldade que é se conseguir, hoje em dia, um serviço bem feito a um preço camarada), por que não apelar para o bom e velho “fake”? Sim, os revestimentos cimentícios são  uma boa opção para atingir um look brutalista, só que muito mais baratos que os verdadeiros.

Seria assim, comparando grosseiramente, como utilizar adesivo vinílico em vez de papel de parede de verdade – não é o ideal, mas dá pro gasto (e é bem mais em conta) rs. E pra provar que os fakes também dão samba, olha aí alguns exemplos:

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Claro, resultado não é o mesmo, já que se perde muito da característica bruta original. Entretanto, muito embora o revestimento de cimento queimado não traga com ele a “uniqueness” da imperfeição que só o concreto aparente proporciona, o aspecto cru confere, inegavelmente, uma pegada moderna ao ambiente, e melhor, por um precinho beeeeem mais camarada. E quem não gosta de um look bacana a um preço acessível? :)

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Continuando o papo sobre tapetes, para reforçar meu gosto absolutamente eclético, trago para vocês hoje mais um estilo que eu curto bastante. Diferentemente do cowhide rug do post anterior, que eu sempre adorei, dos tapetes persas eu aprendi a gostar. Foi um processo lento, longo, que foi da total rejeição ao amor profundo. Coisa de gente que muda de ideia.

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Eu acho até que um dos motivos que me impulsionaram a trabalhar com interiores foi nunca ter conseguido ter um estilo que pudesse chamar de meu. Nem quando se trata de roupa eu consigo apontar um estilo e dizer: “esta sou eu” – vou do preto ao estampado colorido florido num piscar de olhos, da caveira heavy metal ao saiote frufruzento de um dia pro outro. Houve um tempo que até os cabelos mudavam completamente de um mês pro outro.  Imagina quando o assunto é decoração! Minhas preferências são diversas e variam com o clima, com a hora do dia, o dia da semana, a semana do mês e o mês do ano. Meu estilo é mutante e eu enjôo muito fácil de quase tudo. Se eu pudesse mudaria completamente de decoração a cada 4 ou 6 meses. Se eu pudesse mesmo, mudaria tudo a cada estação.

Mas claro que apesar de toda essa instabilidade, minha essência é muito forte e há alguns traços e gostos que estão sempre à flor da pele e é isso que define meu rumo. Sempre. Gosto de referências marcantes, de arte (mesmo aquelas artes entre áspas, feitas por mim), gosto de fotografia, de cores onde não se espera, de texturas. E pra completar, não sou NADA minimalista. Nem eu, nem os tapetes persas :)

E pra quem acha que o tapete persa é coisa da casa da vovó, aqui vão provas visuais de que eles são tão modernos quanto qualquer chevron – só que com muito mais classe ;)

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É, tô in love pra valer. Só de eu ter selecionado estas imagens, já fiquei com borboletas no estômago, querendo um persa pra chamar de meu. E é tão baratinho, né? Só que não, rs

Mas quer saber, é o tipo de compra que vale cada centavo, primeiro por ser uma peça super “unique” e segundo por ser uma decoração atemporal, acima dos modismos, do bem e do mal :)

 

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Já faz tempo que tenho vontade de trazer uma rede pra dentro de casa. Uma daquelas bem coloridas (apesar de também morrer de amores pelas cruas), bem brasileiras, feita em tear, com franja, sabe? Infelizmente, aqui, apesar de ter espaço e de eu saber exatamente onde entraria a minha, não posso instalar nadica de nada nas paredes, nem no teto (e infelizmente não rola de pendurar uma rede usando velcro adesivo, rsrsr).

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Acho um charme utilizar a rede na decoração, sem falar que eu AMO tirar um soninho no seu suave vai e vem. Sempre, após um farto almoço de fim de semana, me vem o pensamento: “tudo o que eu queria agora era uma rede…”

A rede, originalmente feita de cipó e lianas, foi inventada pelos nossos índios da América Latina, que a utilizavam como cama, mas com a colonização, seu uso foi ampliado, serviam, por exemplo, para que os escravos carregassem os colonos em passeios pela cidade e até mesmo em viagens. Com o passar do tempo, ela foi ganhando texturas mais macias e já posava na decoração de varandas brasileiras do Brasil-colônia.

Hoje, apesar das redes serem feitas dos mais diversos materiais, as que moram no meu coração são as tradicionais tecidas em tear manual, como as usadas pelos portugêses no início de nossa colonização. Aliás, ainda há lugares no norte e nordeste onde, nas casas, ainda se dorme em redes em vez de em camas, sabia?

Pra mim, o sonho da rede dentro de casa ficará para a próxima morada, mas enquanto minha vez não chega, vim compartilhar com vocês algumas inspirações para inserir, com louvor, nossa boa e velha rede num cantinho de casa.

Algo me diz que no dia em que eu colocar um rede em casa, terei que colocar duas, ou três, porque será o canto mais disputado, aposto!

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E aí, vai dizer que não dá vontade de atropelar o contrato de aluguel e mandar ver na rede? Meu marido que não me leia, mas eu tô cada vez mais tentada!! Acho que eu ter um blog de decor foi a pior coisa que aconteceu na vida do meu digníssimo nos últimos dois anos ;)

E você, ainda acha que lugar de rede é na varanda?

 

 

 

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Quem me conhece um tantiquinho, sabe que eu não resisto às cores. Já fui daquelas pessoas que tem uma cor predileta, só que a minha mudava de tempo em tempo. Minha primeira cor predileta foi o azul. Eu era pequenina, isso foi dos 3 aos 7 (durou bastante!) e lembro que ficava brava quando não encontrava no jardim da casa da minha tia-avó flores azuis – por que as rosas eram cor-de-rosa? Eu não me conformava!

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Os anos foram passando e minhas preferências mudando. Já tive preferência pelo rosinha, pelo rosa choque, pelo preto, pelo verde claro, pelo verde escuro, pelo turquesa, pelo esmeralda, pelo vermelho, pelo roxo, pelo cinza, pelo laranja, pelo amarelão… Não necessariamente nesta ordem.

Já faz um tempo,  entretanto, que me assumi, e minha cor predileta é… qualquer uma! Depende de quando, onde e para quê. Gosto de todas as cores, sem exceção. E gosto também de misturá-las livremente. Sabe aquelas regrinhas de combinação de cores (análoga, monocromática, complementar, triádica, blá, blá, blá..), então, não dou a mínima pra elas :) Gosto mesmo é de seguir a intuição.

Preferências à parte, por mais eu que adore a dupla preto e branco e o estilo escandinavo, não abro mão de cores na decoração. Não há maneira de não incorporar cores a minha casa. Impossível. E foi assim que ao chegarmos aqui em Melbourne, a primeira compra que fiz foi meu sofá amarelo – que aliás, infelizmente não seguirá conosco para a próxima casa. Tá veínho, coitado. Aguentou todas as lavagens que conseguiu, e até que vem aturando bem essa vida sob a influência de dois molequinhos impossíveis.  Já recebeu de tudo, este sofá – é um expert em sabores.

Há quem ache que fica over, outros pensam ser muito comprometimento. Há também os que julgam feio e até mesmo os que gostam mas têm medo.

Hoje, vou mostrar pra vocês uma seleção que fiz de sofás amarelos, porque uma coisa é certa, eles são um “statement” , uma peça master, e cá entre nós, ter um ponto focal no ambiente, é para muitos uma mão na roda, um grande facilitador na hora de decorar.

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Agora me diz: é ou não é uma peça de respeito? A cor, apesar de marcante, se submete perfeitamente aos mais variados estilos e traz um brilho peculiar à decoração, transformando-se instantaneamente no centro da atenções.

Ai ai, tô começando a sentir saudades do meu sofá amarelo – do qual eu ainda nem sei quando me despedirei oficialmente, hahaha . Vou ali ficar olhando pra ele um pouquinho e volto já :)

Ah sim, os mais observadores certamente notaram que uma das fotos é daqui de casa, não é mesmo? Aliá, isso me faz lembrar que tô devendo um tour pela casa atual – se bem que talvez eu deva esperar mais um pouco e encaixá-lo no “minhas casas passadas”… #sentindocheirodemudança

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Eu sou louca por tapetes. Tão louca que cometo a loucura de usá-lo sobre o carpete. Uso e paro de usar quando a paciência acaba – ficar arrumado tapete que se move o tempo inteiro é irritante, gente! E não adianta, aquela trama que se usa sob o tapete para não deslizar só funciona em piso duro e mesmo aquela mantinha especial para posicionar tapete sobre carpete, pára de funcionar rapidinho, tem que ser trocada a cada 6 meses no máximo. Então, para evitar o gasto a cada 6 meses, eu uso os tapetes até quando minha paciência me permite. Paro, enrolo, guardo, passo dois ou três meses sem eles e depois volto a usá-los. Coisa de gente perturbada, eu sei, rs.

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Não tem um dia que eu olhe para o chão aqui de casa e não deseje ter a minha própria casa, com um piso lindo, pra que eu possa comprar meus sonhados tapetes.

Hoje vim mostrar pra vocês um dos meus estilos prediletos, que faz tempo desejo incorporar a minha casa, mas a compra de um  destes abriria a caixa de pandora e, me conhecendo como me conheço, o bicho ia pegar! Porque eu sou assim, posso sair às compras e voltar sem nada, mas basta que eu compre a primeira blusinha, pro bichinho da carteira nervosa não me deixar parar. Triste verdade.

E antes que este post tome um outro rumo, vamos aos tapetes! :)

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Diz aí se não é pra desejar com força? Fica lindo na entrada, na sala, no quarto, no banheiro e na cozinha.
Só te digo uma coisa, na minha próxima casa, vai ter um desses aí esticadinho no chão ;)

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Acreditem ou não, se há uma coisa que chama logo minha atenção quando eu entro numa casa, é o piso.

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Amo de paixão pisos de madeira – mas madeira mesmo, não me venha com laminados, que embora sejam muito práticos, não me convencem.

Eu gosto não só do look dos tacos de madeira, das tábuas corridas, mas também da sensação ao caminhar sobre eles. Já reparam que o salto do sapato faz um barulhinho diferente em cada tipo de piso? Então.

Quando cheguei na Austrália, morei numa casa que tinha um piso original lindo de madeira. Dava gosto limpar, olhar pra ele (quem passa e lê, acha até que sou uma dona de casa exemplar, rsrs, sabe de nada, inocente!)…

Um dos principais motivos de eu sonhar em comprar uma casa antiga é a surpresa que certamente estará me aguardando de baixo daquele carpete velho, brega e gasto: um piso lindo de madeira de verdade, um pouco desgastado pelo tempo talvez, mas quem se importa? Eu adoraria ter na minha casa um piso de madeira antigo, marcado, sofrido. Acho um charme.

Gosto também de ladrilho hidráulico, daqueles mais porosos, bem difíceis de limpar, rs. Mas se for para optar pela praticidade, escolho o cimento queimado, pintado, estampado ou ao natural.

Só não me venha com carpete, pisos laminados, nem porcelanato (exceto pro banheiro). Não gosto e pronto.

Infelizmente, moro de aluguel e aqui a possibilidade de se negociar uma troca de piso é nula. Ou seja, moro numa casa onde o carpete reina absoluto nas áreas sociais e íntimas, e segue de mãos dadas com o  porcelanato na cozinha/área de jantar e a cerâmica padrão nos banheiros e lavanderia. Eu sofro, gente!

Mas hoje vim aqui trazer inspiração não só pra vocês que são donos da própria casa e têm autonomia sobre o chão que pisam, mas também para os que, como eu, ainda moram de aluguel e são obrigados a se sujeitar a revestimentos mequetrefe, afinal, não se paga pra sonhar :)

Pra começar, eles, meu queridinhos, os pisos de madeira:

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Com brilho ou fosco,  claro ou escuro, rústico ou polido, pouco importa. Pra mim, ter um piso de madeira é começar a decoração com o pé direito!

Mas nem só a madeira faz meu coração acelerar… Vejam esses pisos de ladrilho hidráulico (e olha que nem são daqueles porosos antigos que eu amo, hein!)

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O ladrilho hidráulico foi muito usado nas construções no Brasil antigo. Com o tempo, foi sendo esquecido, mas ainda no final do século passado  voltou sua procura e novas linhas deste material foram lançadas, com acabamentos mais adequados à vida moderna.

Apesar da nova leva ser linda, meu ponto fraco mesmo são aqueles remanescentes doutros tempos, aqueles que a gente encontra nos cemitérios de azulejos da vida. Claro que ainda se produz modelos à imagem e semelhança dos originais, mas os preços são tão especiais quanto  as peças :)

E pra não dizerem por aí que eu sou uma pessoa que só gosta do “difícil”, encerro as inspirações de hoje com outro revestimento que eu adoro: o  cimento queimado.

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Para uma pessoa como eu, que ama tapetes (talvez por isso eu odeie carpetes!), o piso de cimento queimado é uma benção. As possibilidades são infinitas tendo como base esse revestimento curinga (sim com U. Coringa com O, refere-se à pequena embarcação ou pessoa feia e/ou raquítica – por isso o Coringa do Batman é com O, rsrs).

Outro dia eu volto pra falar do meu amor por tapetes ;)

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Em tempo:

Hoje notei um erro no  sistema de comentários do blog (DISQUS). Comentários de vários leitores ficaram sem resposta. Ainda não sei porque, mas aparentemente minhas respostas postadas através do painel de administração  são consideradas spam. Eu sempre, cedo ou tarde, respondo a TODOS os comentários e mensagens, então se algum comentário seu ficou no vácuo, não foi por desleixo meu, nem por falta de consideração, tá? Foi um erro da máquina ;)
Mas agora eu já aprendi: respostas diretamente na página do post :)

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Faz alguns meses, recebi de uma cliente do Brasil fotos lindas do quartinho que projetei pros seus trigêmeos.

IMG_2395Trabalhar com Design Online tem muitas vantagens, mas também desvantagens, como por exemplo não poder participar do processo de execução/montagem dos ambientes, ou ainda, não poder registrar as etapas, o antes e o depois – neste aspecto fico completamente refém dos clientes, esperando quietinha no meu cantinho pelas fotos reveladoras que me mostrarão como meu design saiu do papel.

Vez por outra, para minha alegria, recebo fotos e vibro com cada uma delas. Pra mim é um verdadeiro deleite ver o resultado final, o design executado.

Hoje, resolvi compartilhar com vocês uma amostrinha deste trabalho.

O quarto era assim, espaçoso, porém simples. Sem adornos, motivo nem cores, a famosa tela em branco.

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A cliente queria um quarto bem colorido, que lembrasse uma histórinha de conto de fadas, queria uma ambiênica alegre, um cenário onde seus trigêmeos de 3 anos pudessem brincar, soltar a imaginação. Queria também que as camas fossem baixas, mas não juntinhas ao chão. Ela queria fazer um makeover completo do quarto sem que para tanto tivesse que se enveredar por uma obra mais dramática. Uma coisa que ficou bem clara é que pra ela, menos é menos e mais é mais. Então nada de minimalismos! O quarto deveria ser como uma fábrica de sonhos.

Após algumas trocas de emails, resolvi qual seria o partido do projeto: iria criar um vilarejo, onde cada qual dos trigêmeos (duas meninas e um menino) tivesse uma casinha, que seria seu refúgio particular dentro do espaço dividido entre eles. A idéia era criar um espaço lúdico que ao mesmo tempo que fosse de uso comum, pudesse proporcionar a cada qual a possibilidade de se “esconder”  no seu catinho, fosse pra descansar, fosse pra ler ou apenas para contemplar a brincadeira.

Oha só como ficou :)

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A parede adjacente à entrada virou uma grande lousa verde, tipo as da escola de antigamente, onde eles poderiam soltar a imaginação com giz ou mesmo canetinha, usando a bonina de papel ali instalada.

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Um detalhe recorrente nos meus designs infantis é a prateleira alta, que circunda o ambiente e serve como display para brinquedos decorativos. Entretanto, no caso deste projeto, ela serviu também pra “reduzir” a altura do pé-direito, dando a sensação que o teto está mais próximo à escala dos pequenos. Este recurso sempre confere um ar mais aconchegante ao ambiente.

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Na parede principal e secundária, criei um painel com morros e céu azulzinho onde entrariam decalques de nuvens branquinhas e assim nasceria o pano de fundo, onde entraria cada uma das três caminhas, lado a lado, abraçadas por casinhas-cabeceiras que desenhei especialmente pra eles – cada qual em sua cor preferida. Sob cada cama, os caixotes com rodízio ajudam a organizar brinquedos e também travesseiros e cobertores durante o dia, e as almofadas durante a noite, assim as caminhas ficam sempre lindas e apropriadas ao momento.

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Uma coisa bem bacana que a cliente fez foi não permitir que as crianças entrassem no quarto durante o processo de execução :) Eles só puderam entrar, quando o último brinquedo foi colocado no lugar. Ela conta que eles ficaram eufóricos quando finalmente deram de cara com o resultado!

Agora, quem sabe dizer de onde veio a luminária multicolorida, hein? Sim, sim, sim, da HC Store, a loja do Homens da Casa :) O Edu produziu uma versão lollipop especialmente pro quarto dos trigêmeos. Bacana, né?

Outro item do projeto que veio de loja de blogueiro é o trio de casinhas que aparece na parede de lousa – alguém reconhece? É da Casa de Criação do blog A Casa que Minha Avó Queria.

E olha, eu continuo catalogando lojas fofas (e online) de decor aí no Brasil, pra facilitar na hora de especificar produtos lindos pros meus designs, então se você tem ou conhece alguém que tenha uma lojinha, manda uma mensagem pra mim, vai? :)

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Em tempo: se você quiser uma mãozinha pra transformar o quarto das crianças, entre em contato ;)

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Genteim, stop everything, porque o post de hoje é pura inspiração.

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No início do ano, convidei minhas parceiras do DIY Coletivo a me enviar fotos de suas respectivas casas para que eu pudesse compartilhar com vocês o estilo de cada uma delas.

Cada integrante da nossa equipe tem um estilo próprio, marcas registradas e inconfundíveis, e apesar de sermos tão diferentes, de termos gostos, preferências e estilos tão distintos, não sei como, nos mantemos de certa forma em sintonia. Talvez seja o espírito de equipe :)

Mês passado eu publiquei a casa da Karen – do Potpourri da Karen -, uma gaúcha, que mora no Rio, minha cidade maravilhosa, lembram?  Este mês é a vez da Carla, paulista de Santos e colega arquiteta, mostrar seu ninho alemão.

Vamos entrar?

A Carla mora num apartamento lindo, que foi construído no sótão de uma casa alemã tri-centenária.

“Não fiz projeto nem nada, foi tudo meio improvisado com o que tínhamos no Brasil. Este apartamento é maior e por isso tivemos que comprar alguns móveis extras. Daí, como aqui tem muita loja legal (física e online) e eu vivo viajando, a casa não pára de ganhar coisa nova… E virou essa mistureba que você viu. Mas eu gosto, não consigo ser muito clean.”

Ah, se toda “mistureba” fosse assim!!

Já na entrada, ainda do lado de fora, você nota, dentre os detalhes, a escada especialmente feita para um  DIY Coletivo - um charme, né?
Pendurada à porta, sempre uma guirlanda, que ela mesma faz questão de fazer.

A sapateira, logo na entrada, ajuda a manter o costume, adquirido na nova terra, de se tirar os sapatos ao entrar em casa.

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Dá pra acreditar que esses pratos foram comprados numa dessas lojas de 1.99??

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A área social! (suspiros)

As paredes e “cathedral ceiling” branquinhos, as vigas e colunas estruturais aparentes, a luz natural: perfeição define. A base perfeita para as pinceladas artísticas sob forma de decor.

Na sala de estar, o sofá é assinado por Marcelo Rosenbaum, as cadeiras e o balcão são da Desmobília, os pôsteres foram comprados em viagens diversas e as flores naturais são trocadas a cada duas semanas.

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E os suspiros não param por aí. A perfeita composição da área de jantar só confirma o extremo bom gosto da Carla, que afirma “Os objetos vou comprando conforme encontro, não tenho nada muito caro”.

A mesa, que já pertenceu ao seu escritório em Santos, foi laqueada e hoje posa toda faceira na sala de jantar. O móvel ali no cantinho é um dos meus prediletos da Ikea.

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A área de TV funciona também como quarto de hóspedes, graças ao futon que, ora é sofá, ora cama. Bacana, né? E a arte na parede? Obra da nossa anfitriã :) – cheia de talentos, essa menina!

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Alguém reconhece o bolso de parede? Foi mais um projeto pro DIY Coletivo :) Fala a verdade, com tantas cores lindas nos detalhes, quem precisa pintar paredes??

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E para encerrar nosso tour, o quarto do casal, que é puro aconchego.

“Na parede, uma janela antiga tirada de uma casa demolida foi reformada e ganhou espelhos”, conta a Carla.

Acima da cabeceira da cama, galhos secos pintados arrematam o look com uma simplicidade encantadora.

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E aí, é ou não é material de revista? Preciso dizer que eu tô toda boba por ter recebido em primeira mão esse material primoroso?

Carla, muuuuito obrigada por compartilhar tanta lindeza com o Home! Você é de um talento incontestável, incomparável e merece todo sucesso do universo como blogueira no The Blue Post e como arquiteta. Muito orgulhosa de ter você no grupo :)

Aproveito a deixa pra reforçar meu convite à Stephany e a Juliana: meninas, tô doida pra ver a casa de vocês!

 

 

Nem acredito que passei o mês inteiro sem aparecer por aqui. Vai chegando o fim do ano e o bicho começa a pegar. As festas começam em setembro e só vão terminar com a chegada do Ano Novo.

Mas se é pra tirar a poeira, que desculpa melhor teria eu que não nosso querido DIY Coletivo, né não?

O tema da vez é bem pertinente ao mês das crianças:Decor usando brinquedo!

Não sei vocês, mas o que mais tem aqui em casa é brinquedo. Mais que roupa, que sapato, mais que paciência, rsrs. Tá, só não tem mais brinquedo do que amor, porque aí seria demais :)

E com tanto brinquedo, claro que tem também um tantão de artigos fora de uso, ou porque as crianças cresceram, ou porque enjoaram. Dito isso, para cumprir o tema do mês, resgatei um crocodilo das trevas, lá do fundo da rede de brinquedos da hora do banho e trouxe pra sala.

E antes que, mais uma vez, eu me perca na introdução, vamos abreviar e partir pro PAP? Desta vez, confesso que não fiquei satisfeita – queria mesmo ter usado um dinossauro e pintado com spray neon, mas na pressa, no corre-corre, acabei usando tudo o que já tinha em casa. Tá pensando o que? Hoje foi assim: spray numa mão, colher de pau na outra, um pé no quintal, outro na cozinha. Loucura total, tudo porque o aniversário do marido é amanhã e eu tô até o pescoço de incumbências (essas festividades ainda acabam comigo! rs)

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basicamente, você vai precisar de tinta spray, faca, uma plantinha, fita crepe, caneta e, claro, um bichinho de plástico/borracha

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1. faça a marcação da “tampa” que será cortada; 2. com o auxílio de uma faca afiada, corte a tampa; 3. remova a tampa e limpe o interior, se necessário; 4. prepare-se para começar a transformação

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5. aplique a primeira camada de tinta (no caso “primer”); 6. espere secar (20 minutinhos) e prepare o bicho para a camada colorida; 7. mande ver no spray colorido; 8. espere secar e, se for usar suculentas, preencha o fundo com pedrinhas para drenar a água

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9. para dar um bossa extra, use fita crepe para proteger a base das folhas, deixando as pontinhas à mostra; 10. aplique a mesma cor aplicada no bicho de plástico e espere secar; 11. remova a suculenta do vasinho original; 12. retire o excesso de terra

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13. coloque, com jeitinho, a plantinha em sua nova casinha, acomodando as raízes no vão

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14. preencha com terra (a mesma que você removeu), até que a planta fique firme no lugar

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15. finalize com algumas pedrinhas e voilà! Agora é só levar pra dentro de casa :)

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Não ficou de todo mal, mas se eu tivesse tempo, teria feito uma versão com um dinossauro néon :) Vai ter que ficar pra próxima…

E, como sempre, as ideias não param por aqui. Pra conferir o que as outras meninas aprontaram, basta clicar nos links ;)

DIY Coletivo SOS Decor é uma blogagem coletiva de blogueiras que adoram um desafio para transformar, elas mesmas, suas casas em verdadeiros “sweet homes”. Aqui o bom, bonito e barato se encontram sob forma de boas ideias. Visite nossa fanpage. Você pode participar também ;)

 

 

Setembro chegou e com ele mais uma blogagem coletiva do nosso querido SOS Decor.

Este mês,  o DIY Coletivo faz aniversário – 1 ano desde que nos reunimos pela primeira vez pra colocar a mão na massa e trazer inspirações mensais pra vocês.

Hoje, pra celebrar nosso primeiro aniversário, nossa blogagem será um pouquinho diferente: cada qual, além de apresentar seu PAP,  desafiará, ao final do post, uma blogueira de fora do grupo a participar, trazendo uma proposta diferente pra estampar a brasilidade na decor.

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Desta vez, resolvi levar o tema bem ao pé da letra e produzi uma decor nas cores do Brasil. E sabe do que mais? Custo zero! É isso aí, a arte saiu pela bagatela de zero dinheiro (claro, se você considerar que eu já tinha a moldura e a cola, né? rs). Como?

Vem comigo que eu te conto ;)

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Primeiro passo:
vá até a loja de tintas mais próxima e se aproprie de alguns “paint chips”. Pra criar o look que eu tinha em mente, escolhi nuances de verde, amarelo, azul e branco.

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Segundo passo:
Escolha uma moldura pra enquadrar sua arte e espalhe seus “painting chips” em cima dela, pra ter certeza que você tem quantidade suficiente.

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Terceiro passo:
Separe tesoura e cola (na verdade você também vai precisar de lápis e papel pra montar sua arte)

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Quarto passo:
Corte seus “painting chips” em quadradinhos (imperfeitos mesmo) de tamanhos variados.

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Eu utilizei o próprio papel que veio dentro da moldura. Apenas fiz a marcação usando o passe-partout como guia

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Feita a marcação da área de trabalho, mãos à obra!

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Quinto passo:
No papel que você usará como base, disponha os recortes aleatoriamente pra ter uma idea de como ficará a combinação das nuances de cada cor. Como trata-se de uma figura simples, não houve necessidade de fazer um desenho perfeito como base. Fiz apenas marcações de onde começaria o amarelo e o azul.

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Sexto passo:
Comece a colar os recortes. Passe cola branca no papel (e não nos recortes) com o auxílio de um pincel e vá dispondo as nuances misturadas aleatoriamente. Comece pelo contorno da área verde, em seguida o amarelo. Note que eu colei os recortes verdes perpendiculares, os amarelos na diagonal e os azuis e brancos em meia-lua. Note também que, por exemplo, os recortes amarelos se sobrepõem aos verdes e são sobrepostos pelos azuis. Isso será importante na hora de fazer o acabamento. Conforme você vai colando os recortes, pode ir ajustando as formas antes que a cola seque.

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Sétimo passo:
A princípio, as formas parecem imperfeitas – mas isso a gente acerta no final. Lembra que eu falei pra passa a cola no papel e não nos recortes? Então, dessa forma, quando seu mosaico estiver todo no lugar, com o auxílio de uma régua de metal e uma faca olfa, você pode aparar as bordas de cada forma pra deixar sua arte perfeitinha. Para a parte azul, usei uma tampa de panela em vez da régua :P
Final:
Depois de aparar as formas, passe uma camada de cola com o auxílio de um pincel e deixe secar completamente antes de colocar na moldura.

Infelizmente não consegui fotografar a parte em que eu “aparo” as imperfeições, porque precisei das duas mãos, rsrs. Mas não tem mistério. Como as cores estão sobrepostas, só tenha cuidado pra não danificar os recortes de baixo.

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Tadah! Mal ficou pronta, minha decor brasuca já foi pro lugar :)

Acredita que só depois que fotografei minha decor brasuca percebi quantas referências do Brasil eu tenho só neste cantinho da casa?! As duas ilustrações no quadrinhos de cima são super antigas e eu encontrei na casa dos meus pais da última vez que fomos ao Brasil. A outra imagem grande em p&b do Rio antigo também encontrei lá. O Cristo Redentor verdinho comprei na Imaginárium quando ainda morávamos nos EUA e a caixinha de madeira que apoia os livros da direita tem uma imagem do Rio antigo (tão antigo como ela). A foto do rosto na moldura do lado direito foi tirada de uma edição da revista Piauí – aliás, revistas são fontes instantâneas de arte, né?

decor brasuca - diy coletivo-12

Anyways, tô “dando bandeira” que fiquei super feliz com o resultado, né não? :) Já estou até pensando em outras artes que farei usando  a mesma técnica ;)

decor brasuca - diy coletivo-13

 Agora, conforme prometido, desafio a Viviane do Zebradelas a participar criando uma decor brasuca linda e postando em seu blog até o fim do mês :)

Mas peraí porque não acabou não! As outras meninas do SOS Decor também fizeram artes lindas para incorporar a brasilidade à casa delas, quer ver?

E não esqueça de conferir aqui o que já rolou nas edições anteriores do DIY Coletivo SOS Decor.

O DIY Coletivo SOS Decor é uma blogagem coletiva de blogueiras que adoram um desafio para transformar, elas mesmas, suas casas em verdadeiros “sweet homes”. Aqui o bom, bonito e barato se encontram sob forma de boas ideias. Visite nossa fanpage. Você pode participar também ;)