Num mundo onde cada vez mais as coisas são descartáveis, reaproveitar não só é necessário como é fundamental. E não estou falando da garrafa pet, da caixa de papelão ou das latas de atum somente. Tô falando da carcaça daquele PC velho, do encosto daquela cadeira quebrada, daquelas gavetas desenganadas, daqueles cabides descombinando, daqueles caixotes de feira ferradinhos, ou dos pedaços de madeira remanescentes de construções. Tô falando de tudo aquilo que a gente decide se desapegar, pra fazer a limpa na casa e abrir espaço pra coisas novas. Coisas essas que em alguns anos serão velhas e entrarão na dança do descarte.

Por que não reutilizar? Por que não transformar em novo o velho? Por que não dar uma segunda, terceira, quarta chance àquele pedaço de qualquer coisa? Por que não resgatar das trevas do lixo aquilo que já teve vida um dia? Por que não oferecer uma mão amiga e um olhar criativo para criar peças únicas e irreplicáveis?

Reutilizar, reaproveitar, lapidar, transformar o lixo em luxo é a proposta do Segundo Erre.

“O nome surgiu a partir do conceito de educacão ambiental definido na Agenda 21, os 3 r’s: reduzir o consumo e o desperdício, reutilizar o que for possível e por último, reciclar.”, conta o Marcelo, o designer, reutilizador :) e idealizador do blog  onde mostra seu trabalho e através do qual pretende incentivar as pessoas a praticar os 3 erres.

Encontrei o Segundo Erre por acaso, mas num momento muito apropriado. Estou mergulhada na ideia do reaproveitamento e querendo levar o conceito às últimas consequências. As idéias são muitas, mas me falta o poder concreto da execução e para isso, preciso que o verão estacione no meu quintal.
Mas enquanto não tiro meus planos do papel, trouxe aqui um pedacinho do trabalho lindo que o Marcelo vem fazendo.

ARMARINHO DE CAIXA DE VINHO

BANQUETA DE DEDOS

CAIXINHA_DE_PE_S

CRIADO-MUDO GARRINCHA

ESTANTE DE CABIDES

LENTILHA DE LUZ

QUADRINHO DE ISQUEIROS

Agora convido cada um de vocês a fazer uma visitinha ao Segundo Erre e ver mais da criatividade sem fim desse rapaz.

E vamos reutilizar!

 

Em tempo: Em breve meu bairro vai entrar na época de hard waste collection e desta vez vou tentar registrar as coisas que são descartadas todos os anos. De pedaços de madeira até móveis antigos, é muita preciosidade!

 

Hoje, abro a porta da última casa da série. Minha última “Casa Passada”(até agora).

Moramos nela por um ano e meio, até decidirmos que passaríamos 3 meses no Brasil, então fizemos uma das maiores loucuras da nossa vida: empacotamos a casa e mandamos todos os nossos pertences para um depósito.

Se o ato já é audacioso para um casal, calcula o que é fazer isso tendo dois micro moleques à tiracolo. Insanidade define! Mas o pior mesmo foi voltar pra Austrália após 3 longos meses na Terrina, sedentos pela nossa casa – casa esta que não tínhamos mais. A sorte é que temos amigos nota 10, que abriram suas portas pra nossa nem tão pequena família e nos deram guarita por mais de duas semanas, até finalmente encontrarmos nossa nova (e atual) morada.

Preciso dizer que nunca mais faremos isso?? :)

Anyway, vamos a nossa última casa passada…

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Morávamos na esquina da praia, nenhuma travessia nos separava da areia – pena que naquele ano o verão foi meia-boca…

Foi lá que meu segundinho nasceu, lá ele deu seus primeiros passinhos, falou seu primeiro gugú-dadá. Foi naquele endereço, em Chelsea, que passei as noites mais mal dormidas da minha vida, com um bebezinho lindo que além de não dormir de dia, à noite tirava apenas breves cochilos de 20 minutos, intercalados por loooongas mamadas. Talvez por isso, eu não tenha fotos da casa em si. Passar um ano tirando cochilos transforma o ser humano, rs.

Eu, sinceramente, não sei como sobrevivi. E, pasme, apesar de mais parecer um zumbi, foi o ano em que eu mais fiz festas em casa. Incontáveis foram os almoços dominicais, inúmeros os jantares/eventos. Tudo era desculpa pra reunir os amigos. Como eu não dormia mesmo, resolvi aproveitar e colocar a vida social em dia, rs – e é graças a isso que tenho fotos que mostram pedacinhos da casa (pelo menos da área social, rs).

O que eu acho mais bacana dessa retrospectiva das Casas Passadas é ver como cada casa representa uma fase da nossa vida, da nossa então crescente família.

Mas vamos nessa, podem entrar, a casa está de portas abertas :)

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o endereço mudou, mas como vocês podem ver, os móveis continuaram os mesmos

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Adelaide permanece conosco, firme e forte :)

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Nesta epoca, não sei como, a casa não ficava tão bagunçada… Eh, acho que no fim das contas, o Vivi não era tão bagunceiro assim.

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E tome de evento! Este aí foi um daqueles “Torre de Babel”. Tinha indiano, Búlgara, Chinesa, Americano… tinha “até” brasileiro! rsrs
Tá vendo essa bancadinha da cozinha? Puro improviso: Comprei um tampo e quatro pernas. Em baixo encaixei uma estante com cestos pra guardar coisas de cozinha. Solução barata e que fez toda a diferença. Hoje essa estante fica no meu quarto e a bancada no meu escritório :)

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Não sei se dá pra notar, mas tenho pavor de parede pelada

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A estante branca lá do fundo é uma peça clássica da Ikea. Adorava quando ela habitava a área social… Expor objetos pessoais, livros e fotos de família é, na minha humilde opinião a forma mais eficaz de conferir identidade a nossa casa (olha a Zulmira e o Gumercindo lá na estante!). Putz, me deu vontade de comer pudim…

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Nick dando os primeiros passinhos e, ao fundo o lavabo

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Como vocês podem ver, as revistas que ficavam na estante sob a bancada eram espalhadas pela casa diariamente. Não demorou pra que os cestos fossem descobertos… aí, além das revistas, os potes também rolavam pelo chão

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Os álbuns, que eu sempre fiz questão de deixar à mão pra que o Vivi pudesse folhear (ele ama!), também foram vítimas do Nickito, rsrsr

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Acho que a melhor lembrança que eu guardo dessa casa é que ela vivia cheia!

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Aqui dá pra ter uma ideia do “overall”. A área social era toda junta: cozinha, sala de estar/tv e jantar: perfeita pra eventos.

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Não sei o que aconteceu de lá pra cá, mas minha casa não fica arrumadinha assim no dia-a-dia mais não :O, rsrs

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Sim, hoje considero isso “arrumadinha”- mas juro que naquele tempo achava uma “bagunça generalizada”, como costumava chamar, rsrsr

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À noite, após o jantar, todo mundo no mesmo ambiente… fiquei até com saudade de morar numa casa menorzinha, mais aconchegante…

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Ah, lembrei! A bagunça ficava toda concentrada neste quarto aí: o quarto da bagunça, quer dizer, quarto de brincar :)

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Meu quarto era minúsculo, mal cabia a cama e uma mesinha de cabeceira de cada lado – talvez por isso nunca tenha me animado pra tirar fotos dele… A decoração se resumia à roupa de cama e almofadas. Não sei se dá pra notar, mas o painel atrás da cama é uma persiana do chão ao teto – atrás ficava a porta de vidro que ocupava quase a parede toda.

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O quarto dos moleques também era minúsculo (exatamente do tamanho do nosso). Tive que fazer mágica pra colocar uma cama, um berço, uma cadeira para amamentação e ainda uma cômoda (que entrou no armário), sem deixar com cara de depósito, rs

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A decoração aí se limitava a esse mural de passarinhos – quebrou um galhão!

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Outra coisa que ajudou a quebrar o galho foi o armário espelhado – o quarto nem parecia tão pequeno assim, rs

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Pra não dizer que tudo veio da Ikea, o mural se salvou  :)

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E este aí era o quintal de casa (good times…) – ah, o cachorro não nos pertence, apareceu na foto de intrometido que é (mas até que criou uma imagem de família perfeita, né não? rs)

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Ó nóis aí em nossa última Casa Passada! Nossa, em pensar que hoje o menorzinho tá do tamanho que o maiorzinho fava nessa foto – G-suis!

Esta foi minha última Casa Passada, mas ó, eu volto pra mostrar minha casa atual, que pelo visto ainda vai demorar um pouquinho pra virar passada – se depender do marido, isso só vai acontecer no dia que comprarmos nossa tão sonhada casa própria, ou…. se nos mudarmos de país novamente, o que, sinceramente, não é difícil de acontecer (abafa!).

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Eu, que sempre fui (do verbo não sou mais) extremamente consumista, me vejo hoje um tanto mudada. Sair só pra olhar vitrine nunca foi pra mim, gostava mesmo era de comprar horrores e voltar pra casa carregada de sacolas – era um vício. Se um dia de compras terminasse ou começasse com umas horinhas de salão então, era o auge, a perfeição. Triste, né? Quem passa e lê, acha que eu sou ou era o ser humano mais vazio da face da Terra, rs

Enfim, o fato é que evoluí e hoje apesar de ainda adorar bolsas, sapatos, roupas lindas e acessórios, não tenho mais paciência pra ficar horas batendo perna e gastando. Sem falar que não ligo nadinha pra marca, etiqueta…  dou valor ao que tem valor, simples assim. Mais do que isso até, não pago caro pra ficar igual a ninguém, não pertenço a tribo nenhuma, tô fora dessa onda de bolsa isso, relógio aquilo, bláaaaa… isso realmente me cansa.

Mas antes que isso aqui vire um post do The Jump, vou fechar esta introdução e seguir ao ponto que me trouxe aqui:

Hoje vejo muito mais valor em coisas usadas, ou pre-amadas, como chamam por essas bandas de cá.

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Não vou mentir, nunca comprei roupas de segunda mão. Não por preconceito, não mesmo. O problema é que não tenho o menor saco, tampouco talento pra garimpar roupas. Por outro lado, quando o assunto é mobiliário ou coisinhas pra casa, amo desesperadamente passar horas nos brechós da vida. A maioria das vezes, eu vou e não compro nada (ainda bem, né? rs). Fico lá “browsing”, imaginando de onde vieram aquelas belezinhas e visualizando o que eu faria com elas.

Se há uma coisa que aprendi nessa vida é que não existe móvel velho, existe falta de olhar clínico!

Tantas preciosidade que vejo por aí escondidas atrás de um look gasto e desesperançoso. Tantas jóias a ser lapidadas… E sabem o que é mais bacana?  Essas lojas, que contam apenas com trabalho voluntário, destinam a renda das vendas às mais diversas causas sociais. Ou seja, é um ciclo de amor constante e você pode participar de quaisquer (ou todas as) etapas. Todos os itens lindos são doações, todas as pessoas que trabalham nessas lojas são voluntárias e toda renda arrecadada é destinada à causas sociais. Todo mundo sai ganhando.

Hoje vim dividir com vocês as preciosidades de um brechó – ou opportunity shop, como chamamos aqui –  que faz meu coração acelerar, apesar de eu nunca, nunquinha ter entrado  nele. Até hoje, me restrinjo às visitas virtuais, porque, gente, uma coisa é certa: no dia em que eu passar a primeira vez pela porta desse brechó, vou sair de lá com a mala do carro cheia! Por isso, todo cuidado é pouco – vai que ele reativa meu lado consumista? :)

Com vocês, os tesouros do Pop Up Op Shop!

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E aí, tenho ou não tenho motivos pra morrer de amores? Vai dizer que não é perigoso passar em frente a esse brechó?

Em tempo: as fotos eu peguei emprestadas daqui

 

 

 

 

O ditado “Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento” definitivamente não se aplica a esse projeto, onde a beleza vem de dentro pra fora.

Dia desses, a Val, do L’ Avion Rose, me deixou mega feliz em saber que a ideia de “sua gaveta surpresa” foi, ainda que inconscientemente, inspirada pela Betinha, minha mesinha de chita. Fiquei muito contente mesmo, não só por ter, de alguma forma, inspirado a reforma daquela mesinha, mas também e especialmente por ter conhecido um blog que é pura poesia. Coisa linda de viver.

Hoje trago pra vocês um pouquinho da mesinha linda que a Val reformou pra sua filha, mas se você quiser ver mais dessa belezura e saber da história todinha, vem por aqui.

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Linda, encantadora e perfeita são eufemismos, não é mesmo?

Val querida, obrigada pelo presente :)

 

Já tá mais do que na hora de resgatar a coluna Casa de Blogueira, né não, gente?!

Pra voltar em alto estilo, vou levar vocês pra visitar a casa da Karen, do blog Potpourri da Karen.

A Karen eu conheci por acaso, quando comecei a procurar blogs bacanas pra participar do DIY Coletivo. Tipo, tem muito blog bacana por aí, mas o que eu queria eram blogs não só com ideias, mas com blogueiras que colocassem a mão na massa mesmo. Se eu não me engano, foi a Ju Rocha, nossa personal organizer favorita :), que me indicou o blog. Desde então tem sido um deleite acompanhar as dicas, inspirações, projetos e a criatividade da Karen.

Apresentação feita, vamos agora ao que realmente interessa: um tour pela casa!

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Olha, não sei dizer do que eu gostei mais: se da luminária, do móvel amarelo (1), da tela, das flores nas garrafinhas (2), da mesa, ou se da Anna Castelli Ferrieri vermelhinha ali no cantinho. Hmmm, já sei! gostei mesmo foi do conjunto da obra! :)

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Cheguei a sentir o gostinho desse café da manhã, viu? Viram que fofura a louça e os talheres? É muito capricho, né, gente?

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Achei essa sala de jantar de uma preciosidade sem fim! A maneira como a Karem combina as cores primárias sem que o ambiente fique “over” é mágica! Estilos diferentes se reúnem, se complementam e constroem uma casa recheada de personalidade, que é a cara da dona.

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Pra mim, o mais interessante da casa da Karen é a maneira – não sei se proposital ou instintiva – que ela faz a mistura e a transição de estilos. Cada ambiente é um lindo e harmonioso potpourri, que mistura os gostos e preferências dela de tal forma que acaba gerando um novo estilo, que tem essência de Karen.  OBS.: Sou completamente apaixonada pelo conjunto de objetos brancos sobre a mesa (3)

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Ai, os detalhes… morro de amores! Este aí é famoso, saiu na revista Casa e jardim,e dição de Julho/2013 :)

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casa cheia de amor é também cheia de detalhes, concordam?

 

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Mais uma vez, a Karen se supera quando reúne, num mesmo ambiente, abajur romântico, móveis de rattan, peças étnicas, uma Frida e um quadrinho a moda provençal. Impressionante como ela consegue que itens tão diferentes falem a mesma língua e conversem lindamente! Sério, gente, poucas pessoas tem o dom de fazer misturas de sucesso. A Karen, definitivamente, está entre elas.

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esse layout da mesinha lateral mereceu um close. É muito amor, gente!

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Se você acompanha o blog da Karen, conhece aquela cadeira (4) ali do fundo, né? Se você não acompanha… o que cê tá esperando? :)

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O quarto da filhota também é cheio de personalidade. Na parede os quadros foram escolhidos pela pequena, que ama cachorros :)

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E esse esqueleto (5) que muda de roupa de acordo com a festividade do mês, gente? Na foto ele estava vestido pro carnaval :) – Tô encantada com a decor bem humorada do quarto da Nina!

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O cantinho de estudos da Nina também é um arraso. Adoro quando as pessoas apostam no mix and match de móveis em vez de se prenderem ao seguro “tudo combinandinho”.

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E este quarto, gente?! Encantada com a sutileza da decoração. Uma ilustra irreverente enquadrada numa moldura dourada dá um toque inusitado ao ambiente. A cabeceira é um capítulo à parte de tão linda. O DREAM fecha o contexto com louvor :)

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Mereceu um close! Essa decor despretensiosa é de uma riqueza imensurável!

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Vou ali desmaiar de amor e volto já…

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Vamos conhecer a parte de cima?

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A sala de TV também é cheia de encantos e detalhes. Notaram a escultura (6) na parede? Foi produto do nosso DIY Coletivo de Natal – coisa linda de viver!

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Pára tudo, porque este sofá repleto de almofadas me ganhou 100%! Que delícia, que aconchego, que forma mais gostosa de trazer cores pro ambiente!

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os toques bem humorados estão em todo canto. O saudoso pacman tomou conta da parede do home office, trazendo uma pegada retrô direto do fundo do baú dos tempos de criança :)

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A cadeira dispensa comentários, né, gente? o layout de quadros e molduras também, mas vou comentar assim mesmo: que riqueza!
A maior costumava emoldurar a TV no apê antigo, e agora fica aí na esquina, compondo lindamente o ambiente. Quem disse que moldura precisa de tela?

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Delícia esse chuveirão no terraço, hein, gente? Perfeito pra tirar o sal de um dia na praia :) – pausa pro suspiro: ai que saudade do meu Rio!

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Pra encerrar nossa visita, que tal uma redinha? Se esta casa não é o pacote completo, não sei mais o que é. :)

Quero agradecer à Karen pela delicadeza de não só ter tirado tantas fotos, mas também ter mandado detalhes sobre cada uma delas. Me senti abraçada com esse tour fotográfico e fiquei morrendo de vontade de conhecer ao vivo e a cores essa casa cheia de amor (me aguarde, hein, Karen! Se eu for ao Brasil em 2015, vou me convidar praquela mesa de café da manhã, rs).

Infelizmente não deu pra mostar tudo-tudo-tudo (eram 68 fotos, gente!), mas tenho certeza que esse tantinho que mostrei já deu pano pra manga e inspirou muita gente, né não?

Antes de ir embora, deixo aqui algumas referências pra vocês se deleitarem :)

(1) móvel amarelo; (2) coleção de garrafinhas; (3) objetos brancos; (4) Cadeira provençal; (5) esqueleto ; (6) escultura de papel

Beijos e “vamo combinar” ;)

 

Tá na moda, né gente? Se você acompanha os sites de Decor internacionais, sabe muito bem que todos eles se desmancham de amores pelo estilo escandinavo, exibindo fotos e mais fotos desse design que é tão peculiar que qualquer um consegue, sem esforço, identificar seus traços: muito branco, detalhes pastéis, pinceladas pretas, madeira crua, poucos ornamentos…

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Se você é um amante do estilo e quer deixar sua casa com ares escandinavos, lembre-se que simplicidade e elegância devem caminhar de mãos dadas.

O estilo escandinavo foi altamente influenciado pela escola modernista e o movimento Bauhaus (salve, salve!) que primam pela funcionalidade a preços acessíveis sem no entanto comprometer a qualidade e a beleza do design.

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Reza a lenda que os invernos prolongados e as poucas horas de luz acabaram por inspirar os designers escandinavos a criar ambientes claros, leves e práticos, sempre primando pela simplicidade das linhas. Eu, durante os 5 anos que morei numa cidade onde os invernos eram de baixo de neve, tratei de colorir a minha casa toda. Branco me dava arrepio. Tratei também de caprichar nos tapetes, almofadas, cortinas e acessórios em geral, pra garantir uma casinha bem aconchegante que protegesse minha alma do frio lá fora. Mas esta sou eu, né? Uma pessoa nascida e criada “num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, certamente reage de forma diferente à brancura de um longo inverno :)

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Particularmente, acho o design escandinavo um charme, caí facinho nos seus encantos: ele combina também com a brisa do mar e o oferece o contraste perfeito com o colorido lá de fora. Traz a luz e o frescor pra dentro de casa e é perfeito para lugares tropicais.

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Seja como for, a verdade é que o estilo é cativante e vem ganhando cada vez mais adeptos mundo afora. Não me surpreenderá se, mesmo no mais tropical dos países, as pessoas começarem a tomar gosto pela beleza nórdica e tornarem o estilo figurinha fácil nas revistas de decor locais :)

E por falar em design escandinavo, ganha um doce quem adivinhar que loja famosa é um ícone desse estilo! É, gente, isso mesmo, a boa e velha Ikea! Aliás, vocês sabiam que a Ikea já está esquentando as turbinas pra estrear no Brasil faz uns 5 anos, né? Já tem até um escritório no sul do país…  A questão que fica é: será que os impostos Brasileiros vão permitir que a terrinha  de encantos mil ganhe uma Ikea de verdade? Quem viver verá! ;)

Em tempo: as fotos dessa casa linda encontrei aqui

 

 

 

 

 

Lembra os dois meses que passamos na Zoropa no primeiro semestre? Então, fiquei devendo pra vocês um tour fotográfico pelo apezéenho, não foi?

E como eu costumo pagar minhas dívidas, hoje trouxe pra vocês uma amostra do nosso pequeno lar, pelos quase dois meses que “moramos” em Barcelona.

Bora conferir?

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Sala de estar/tv na medida certa para a nossa família nesses dois meses (sim, porque se estivéssemos ficado lá por mais que 2 meses, teria enlouquecido, sem poder mandar os meninos irem brincar “lá em cima”, rsrsr)

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Uma estante recheada de livros seria um convite irrecusável às horas vagas – se houvesse hora vaga, rs, ou se meu catalão estivesse afiado, rs

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A sala de jantar era super cosy e foi super bem utilizada – mais que a cozinha! rs (só tivemos que mudar o layout um pouquinho pra conseguir acomodar confortavelmente todos os integrantes da família)

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Na foto “nosso” quarto estava com o layout um pouco diferente, mas a imagem não engana nada: o espaço era excelente e a iluminação natural perfeita.

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Sério, tá batendo uma saudadezinha de Barcelona…

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Este era o quarto que os meninos dividiam. Durante nossa estada, a estante ficou repleta de brinquedos e o quarto recheado de barulho – os vizinhos não devem ter apreciado muito não, rsrs

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A cozinha era pequena, mas super bem equipada. Na verdade, só faltou mesmo um microondas – iria facilitar bastante esquentar o leite pela manhã  (resultado: quase não bebemos leite em casa!)

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Outra vista da cozinha e um pedacinho do corredor que, engraçado, fazia curva e, claro, era a alegria da molecada: as curvas em alta velocidade, as derrapadas – como é bom ser criança!

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Até o banheiro era uma gracinha com seus azulejos  azuis (como manda o figurino) e quadro irreverente  - o Nick dizia que era um elefante :P

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O box era um pouco apertadinho, o que dificultava um pouco o processo de dar banho no Nick – talvez eu esteja mal acostumada, mas banheira é fundamental, rs. Os meninos olhavam pro bidê e não entendiam muito bem, até que o Nick resolveu batizá-lo de baby toilet, rs

IMG_8681A bancada com pia dupla é sempre um plus né não?  Se bem que um plus mesmo seria ter um segundo banheiro, rs

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Reconfigurei um tiquinho o layout do nosso quarto, improvisando uma mesinha de cabeceira com uma das cadeiras sobressalentes

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Não ficou de todo mal, não é mesmo? :)

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Um ottoman virou mesinha do outro lado :)

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E que tal esse cantinho iluminado próximo à porta da varanda pra uma yoguinha básica? O mat eu levei, a yoga mesmo só fiz nas primeiras semanas, rs

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 A vista, não era puro glamour, mas também não era de se jogar fora, né? Claro que poderia ser bem melhor se o apê fosse virado pro outro lado – com vista pra  Sagrada Família, ai ai…

Quando estávamos procurando um lugar pra alugar, eu já sabia qual seria o bairro. Queria “morar” pertinho da Sagrada :). Quando eu vi esse apartamento, não tive dúvida! Decoração simpática, clean e de super bom gosto. Piso de madeira, muita luz natural e sacadinhas fofas.

Ficamos super felizes com a escolha, sem falar que nossa experiência com Airbnb foi excelente.

A dona do apartamento foi muito gentil e atenciosa, super recomendo. Então anota aí, se você estiver planejando visitar, ou quem sabe, passar uma temporada em BCN, vem por aqui ;)

Em tempo, as  5 últimas fotos são minhas, as demais do Airbnb.

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E quando você aí achou que o Home havia abandonado o barco do nosso querido DIY Coletivo, eis que eu ressurjo das cinzas trazendo o registro da operação ressurreição: um par de mesinhas ganham vida novinha em folha, ou melhor, em tecido :)

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Faz tempo que eu, numa dessas minhas visitas aleatórias a lojas de artigos de segunda mão (os famosos opportunity shops), dei de cara com um par de mesinhas simpatiquetas com perninhas estilo Queen Elizabeth, pela bagatela de 15 dinheiros. Não pestanejei, né? Saí de lá com elas e do jeito que estavam, capenguinhas mesmo, incorporei-as imediatamente à minha saleta de estar.

De lá pra cá, já lixei metade de uma, já ensaiei revestimentos diferentes, já comprei tintas… mas acabei interrompendo o projeto de reforma do parzinho faceiro e nunca mais retomando – e acreditem, mesmo assim, lixadas pela metade, elas continuam posando na minha sala de estar (já faz mais de um ano!).

Isso foi até uns dias atrás, quando eu decidi tomar vergonha na cara, aproveitar o tema do mês do DIY Coletivo e finalizar o projeto há tanto abandonado.

Entretanto, como eu mudo mais de ideia do que de roupa, pintar já não fazia mais parte do plano – especialmente porque o tempo aqui está uma “diliça”, mooooito frio, chuvoso e, pasme, úmido(!), o que inviabiliza o processo da pintura. Isso aliado ao meu desejo de trazer mais alegria praquele pedacinho da casa, me fez optar pelo uso do tecido. Mas que tecido? Ah gente, vcs me conhecem, né? Fui de chita!

Separei retalhos variados (aliás, estou precisando repor meu estoque – alguém vindo pra Austrália aí?) e coloquei a mão na massa, quer dizer, na cola :)

Então, gente, antes que gaste este post e a paciência de vocês com tanto blablablá, vamos ver o PAP? :)

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O material é simples:

- cola branca (PVA)

- tecidos variados

- régua

- pincel

- estilete

- tesoura

- móvel mortinho

Tendo isso (e garanto que muita gente tem tudo isso em casa, como eu tinha), é só colocar a mão na massa, porque esse projetando é muito-muito-muito fácil de executar. Você definitivamente não precisa ser um expert na arte do DIY – este é à  prova de leigo, sem complicações, pode confiar!

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1- Pra começar, dei uma boa limpada na mesinha (o móvel deve estar limpo e seco antes de aplicar a cola)
2- cortei 4 tiras de chita, uma pra cada perna. Três de uma estampa, uma de outra. As tiras devem ser largas o suficiente para cobrir toda a superfície de cada perna e longas o suficiente para para cobrir todo o comprimento. Entretanto, se você calcular errado, não estressa! Você sempre pode usar retalhinhos para emendar – ninguém vai notar, prometo ;)

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Mesinha limpa e seca, tiras cortadas. É hora de aplicar a cola.
3- Apliquei a cola direto no móvel e distribuí de maneira homogênea com o auxílio de um pincel. Fiz uma perna de cada vez: apliquei a cola e estiquei a tira de tecido, cobrindo toda a superfície da perna, sempre “alisando” pra ter certeza que o tecido estaria bem coladinho, sem bolhas.

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4- cortei o excesso de tecido, e fiz o arremate, dobrando pra baixo do pé da mesa a beiradinha que sobrou.

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5- Para a parte em volta do tampo, cortei antes uma tira longa, com largura suficiente para cobrir toda a lateral e ainda sobrar um pouquinho para arrematar pra baixo do tampo e também pra cima.
6- passei a cola em um lado de cada vez, aplicando o tecido um lado de cada vez.

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7- para a parte de cima do tampo, medi mais ou menos o tamanho que precisaria de tecido e recortei um retângulo.
8- coloquei sobre o tampo e tracei o contorno certinho e aparei as “rebarbas”.
9- Passei cola e apliquei o tecido

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10- Na hora de aplicar o tecido, você pode usar uma régua se a superfície for grande, ou então a mão mesmo. Alguns tecidos são mais elástico que outros, então é importante ir ajustando à superfície enquanto aplica e, se necessário, com uma faca olfa bem afiada (vulgo estilete), cortar as rebarbas finais.

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Pra finalizar o trabalho, e impermeabilizar a superfície, uma mão de cola branca é suficiente. Alternativamente, você pode utilizar cola em spray ou ainda verniz (pincelado ou em spray).

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Umas horinhas depois, totalmente seco, o resultado é fantástico. Gente, sério mesmo, fica perfeito! Podem acreditar :)

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Me deu vontade de sair encapando a casa inteira, rs

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Vai dizer que a Betinha (é o nome dela, gente) não ficou um arraso?! :)

 

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Super colorida e no estilo – perfeita pra alegrar minha casa nesse inverno Melbourniano. Sem falar que chita trouxe um pouco mais de brasilidade pra esse lar de expatriados, né? :)

Em tempo: vou ficar devendo as fotos do parzinho completo, posando em seu devido lugar. Infelizmente só consegui finalizar uma das mesinhas em tempo pra blogagem. Devo, não nego, pago quando puder ;)

Enquanto isso, que tal vocês darem uma bisbilhotada básica nos blogs da Ju, da Karen e da Carla pra ver o que elas aprontaram?

E não esqueça de conferir aqui o que já rolou nas edições anteriores do DIY Coletivo SOS Decor.

O DIY Coletivo SOS Decor é uma blogagem coletiva de blogueiras que adoram um desafio para transformar, elas mesmas, suas casas em verdadeiros “sweet homes”. Aqui o bom, bonito e barato se encontram sob forma de boas ideias. Visite nossa fanpage. Você pode participar também.

 

 

Hoje, por um acaso, vendo um post da Carla do The Blue Post, mostrando um video com 5 dicas de objetos simples para ajudar na decoração no canal da MMM, lembrei que, faz uns meses, estava pra sair no mesmo canal um video com 5 dicas minhas para quartos infantis. Fui lá conferir e não é que estava lá? Há mais de dois meses!!! É gente, papei mosca legal, rs

Mas não há de ser nada, antes tarde do que nunca, aqui vão minhas 5 dicas pro quarto dos pequenos ;)

Tô pensando em resgatar o projeto HomeSweetener no Youtube – só tá faltando o tempo, rs

 

 

 

Passamos um final de semana prolongado fora, e quando voltamos vejo nos meus emails que quem estava fora era meu Home! Meu prezado Hostgator tirou meu bloguito do ar. Quem merece? Justo no dia que um pedacinho da minha casinha saiu na Ikea Live Magazine? Francamente! Mas não foi coincidência não. O fato é que por conta da publicação, o Home “went viral”, com acessos do mundo todo, em vez do já conhecido movimento brasileiro. Anyways, problema resolvido :) Quem quiser dar uma olhadinha na matéria, clica AQUIikealinemagazine Prometo que ainda esta semana vou arrumar um tempinho e apresentar a vocês o resto da casa, que apesar de ser alugada e ter mil e uma restrições, vive mudando de cara ;) Agora eu vou dormir, porque aqui tá tarde e eu tô a-ca-ba-da depois desses dias no parque na Universal com os moleques – tenho mais idade pra isso não, gente! rs Mas ó, anota aí, eu volto ;) Ah, não sei se vocês já viram, mas um dos meus designs para quarto infantil foi featured há pouco tempo no Apartment Therapy e no blog da Meu Móvel de Madeira (que aliás publicou um outro design há um tempinho). Então já sabe, né? Se você aí quiser encomendar um design pra chamar de seu, fala comigo :). No Cheer Up! é assim: Design sem fronteiras! Clica no link pra conhecer ;)

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