Gente, desculpa trazer um conteúdo meio revoltado aqui pro Home, mas como, no fim das contas, tem a ver com decoração, achei mais apropriado dividir minha revolta aqui, em vez de fazê-lo no meu blog de família…

Acho que todo mundo tá sabendo que a IKEA desistiu de abrir lojas no Brasil, não é mesmo? A maioria lamenta, óbvio, mas claro que tem sempre um “do contra” que acha que a empresa não passa de mais-uma-imperialista-oportunista-exploradora e que o Brasil fica muito melhor sem ela; ou então um mal informado que acha que o “esquema da IKEA é igual ao da Etna” (ou mais lamentável ainda, diz que a Ikea equivale às Casas Bahia!!!); ou ainda pior, tem sempre um ignorante que apesar de morar fora e alegar “conhecer essa rede”, acha que o fato de você mesmo “ter que” pegar seus móveis no depósito (que fica logo antes do caixa), levar  pra casa e montar (noooosa, que dificuldade!!!) faz com que a empresa não esteja à altura dos refinados costumes do povo brasileiro. Francamente? Quanta ignorância!!!

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Esta semana, compartilhei em minha TL no Facebook, uma notinha que saiu na Veja que dizia assim:

“A sueca Ikea, uma das maiores redes mundiais de móveis e decoração, com filiais em 40 países, desistiu, ao menos por enquanto, de abrir lojas no Brasil”.

Até aí, nenhuma novidade, né? Que empresa de renome, em sã consciência, for God’s sake, iria arriscar entrar num mercado quebrado, bagunçado (to say the least) e inseguro como o que temos no Brasil no momento??? Anyways…

O que me deixou absolutamente chokita, pasma, estupefata, perplexa, foi o comentário de uma leitora que dizia assim (meus comentários vão em vermelho, entre parênteses):


“O Brasil nao perde nada!! Eu conheço essa rede (oi?), moro na Europa (jura, gata? eu moro na Austrália.. e??). Os moveis nao são tão bons (claro, bons mesmo são os das Casas Bahia!), nao são tão baratos (mesmo? pergunta pros seus amigos que estão no Brasil…), você deve montar sozinho (e nem precisa saber ler pra isso, porque as instruções são perfeitas!), e levar no seu carro para casa (caramba, que sacrifício!!), pelo menos aqui e assim! (ah tá, ela é daquelas que ouvem o galo cantar e não sabem onde)… Os brasileiros nao são habituados com esse tipo de tratamento (tá na hora de mudar né não?). No Brasil você compra e paga pela montagem e transporte (wow, anota aí então uma novidade #sqn: na IKEA você também tem essa opção!)… Nao iria se dar bem ai a Ikea (nisso talvez você tenha razão, quem iria “se dar bem” seriam os brasileiros!). Sem contar que são lojas enormes (e isso é ruim como???), onde você entra e deve fazer toooodo o percurso para poder sair!!! (mentira tá! mas tudo bem, ela não conhece bem a IKEA… nunca reparou nos atalhos) Meu marido pro exemplo odeia a Ikea! (e eu com isso?) No final das contas você compra sempre o que nao precisa!! (e pode devolver depois tudinho, em até um ano! esqueceu de contar, né?) ahahahaha  (também tô achando hilário, hahaha!) Ah!!!, a comida que vende na loja e pessima!!!! (tá, “tamo junto” nessa, também não curto a comida da IKEA, mas 99% das pessoas que conheço gostam).

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Ai, assim fica difícil…

E sabem o que é pior? Ver entre os quase 200 comentários, coisas tais como:

Não precisamos destes capitalistas selvagens por aqui. Só querem embolsar o dinheiro do nosso povo sem entregar produtos de qualidade. Que fiquem onde estão mesmo.”

Ou ainda:

Essas empresas e os bancos faturam muito quando vem para cá. Aqui eles tem lucros que em nenhum pais conseguem.”

Gente, lamentável… 

Em tempo: não me levem a mal, adoro móveis antigos, coisa de brechó, sou louca por handmade. Mas daí a sair por aí falando asneiras sobre uma empresa exemplar nas políticas, no trato com o cliente, nas iniciativas filantrópicas, no design dos produtos e nos preços acessíveis… bem, só tendo um compromisso com a insanidade.

Prometo que no próximo post voltarei com a programação normal :)

 

Faz tempo que não apareço por aqui sequer pra tirar a poeira, né não? Mas ó, eu demoro mais chego e ainda trago comigo muita inspiração.

Segura porque hoje é dia de home tour em Casa de Blogueira! :)

casa de amados tour 7-1Tem gente que é tão fofa que dá vontade de colocar no bolso, né não? A Ju Amado é dessas, e não satisfeita em carregar a fofura no coração, espalha amor por onde passa, seja nos seus vídeos inspirados em seu canal no YouTube, nos posts em seu blog, nos compartilhamentos na sua fanpage e, claro em nosso encontro criativo mensal, nosso querido DIY Coletivo.

Quando convidei a Ju para nos apresentar oficialmente seu doce lar, já fazia uma boa ideia do que iria ver, já que sua casa é o palco dos espetáculos  do Casa de Amados. Mas eu precisava ver todas as peças se juntarem, queria mostrar pra vocês o quebra-cabeça montadinho de uma tacada só.

Ela, queridíssima, mandou registros de todos os cantos da casa: sala, quarto, varandas, banheiro, cozinha e lavanderia, nenhum ambiente passou impune, todos foram clicados e serão aqui eternizados (ops, até rimou, rs).

Então, senhoras e senhores, meninos e meninas, diretamente da minha Cidade Maravilhosa, trago pra vocês:

A Casa da Ju!

A Ju, não sei se vocês lembram, foi minha amiga-oculta no último Natal. Ela é museóloga, amante das mais variadas formas de arte e dona de uma inquietação permanente quando o assunto é decoração – e cá entre nós, os 60m2 em que ela vive sabem muito bem disso! :)

Desde que se mudou pra lá, começou imediata e destemidamente o processo de intervenção. O mobiliário embutido foi totalmente repaginado e ganhou diferentes apelos em cada ambiente.

A área social, inspirada em Mondrian, obedece à paleta de cores primárias e às escalas de luz – uma décor totalmente inspirada nas artes que agrega elementos modernos e antigos, todos dentro do mesmo abraço, dando forma a um ambiente rico em detalhes e que expressa com exatidão a essência da blogueira.

E quando você acha decifrou o espaço, surge, cravado no meio da sala, uma mini-galeria que faz de um simples hall de acesso à ala íntima, um canto iluminado pela textura e cores aplicadas às paredes e, claro, pelas artes ali expostas. Um afago aos olhos…

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“As cadeiras do jantar, comprei de um noivo de uma amiga, porque ele tinha trocado por umas novas, por 20 reais cada. A poltrona, o banco de sapo, e as mesinhas laterais foram herança da família e de amigos. A mesinha redonda de pés palitos foi feita por mim, usando carretel de fio e tecido. Os quadros do cantinho de leitura remetem à literatura e ao cinema.”

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Na varanda da sala, a mesa super estilosa feita de carretel de fio ganha cadeiras coloridas que quebram o ar rústico e reforçam o estilo que toma conta da casa.

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“Na varanda do quarto, a mesinha azul foi “herança” e o banco, na verdade era uma mesa que ia pro lixo de uma costureira do bairro. Sorte que ela conhecia o meu blog e ofereceu para minha mãe! As prateleiras que sustentam as garrafinhas também são “resto” do rack. As garrafas, são garrafas de qualquer coisa, que eu pintei por dentro. O nicho do meio, veio de um bazar do blog Decorviva. É nessa varanda que coloco a rede quando o tempo está propício.”
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O quarto da Ju é outro paraíso de inspirações, o que não falta ali é projeto de customização. A cabeceira rendada foi seu último toque, que arrematou o ar romântico do ambiente. Neste quarto, basicamente tudo o que você vê e pensa “será que foi ela que fez”, a resposta é “sim, foi!” :)
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Não se sabe onde a inquietação decorativa começa e onde a Ju termina, rs.
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“No quarto, eu queria uma pegada mais artesanal e romântica. Forrei quase tudo com contact – a sapateira e a escrivaninha receberam motivo floral, e o armário aéreo, uma estampa que imita livros antigos. No guarda-roupa, troquei os puxadores cromados por outros de flores, em estilo colonial. O quadro grande, ao lado do cabideiro EAMES foi pintado por mim, e faz referência à viagem que fiz a Cusco, Peru. Ele não está ali por acaso – esconde fios de tv, já que eu não gosto de televisão no quarto.”

 

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E vejam vocês, nem a cozinha escapa das intervenções da Ju. O ponto alto fica por conta da parede de azulejos estampados, que ela produziu do zero, recortando estampas diferentes de papel adesivo no tamanho do azulejo dela.

“Essa parede é o xodó da casa, todo mundo comenta!”

Mas claro que não pára por aí, né? Para impedir que o branco tome conta, ela pincela cores e texturas por toda a cozinha!
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“Na lavanderia, como a máquina de lavar fica bem embaixo do varal, seria importante ter uma capa. Mas como eu detesto capa de máquina, apelei para uma toalha de mesa coloridona, que me lembra a Frida Khalo.”

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E o banheiro, você acha que passou impune? Óbvio que não.

“No banheiro, forrei o armário branco com contact e troquei os puxadores cromados por modelos coloniais. E coloquei quadrinhos, e também um porta-grampos. A maioria dos quadrinhos são postais publicitários de exposições de arte, emoldurados em porta-retratos de loja de 1,99.”

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E aí, depois de fazer esse tour pela casa da Ju você ainda vai ter coragem de dizer que não decora a sua casa, porque a grana tá curta, ou porque mora de aluguel? Hmmm, acho que não, né?

E ó, se quiser mais inspiração DIY, não deixe de conferir o Casa de Amados, que traz sempre inspirações fofas e realistas, que certamente cabem no seu bolso. Outra dica é ficar ligado no canal do Youtube, os vídeos da Ju estão cada vez mais bacanas – uma artista esta menina! Dá só uma olhada em um dos meus favoritos ;)

Espero que vocês tenham curtido o tour da casa da Ju. E para aqueles que ainda não viram, vale a pena conferir os outros posts da coluna Casa de Blogueira – prometo que vocês não se arrependerão ;)

A casa da Carla

A casa da Karen

Ju, muito obrigada por me permitir mostrar sua casa aqui no Home. Tenho absoluta certeza que este tour servirá de inspiração para muitos!

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Demorou um tantinho, mas chegou! Chegou o dia da nossa blogagem coletiva mensal e o tema da vez é Decor Xing Ling - porque, cês sabem, né? Nós adoramos inventar moda gastando bem pouquinho :)

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Então, anota aí, o desafio do mês é criar uma decor bacanuda, usando como matéria prima principal um ou mais itens dessas lojas de 1.99.

Eu, que estava sem inspiração, fui perambular pelos Xing Lings da região – aqueles corredores são sempre inspiradores, rs – e eis que me deparo com um cesto cheio de relógios de parede, daqueles beeeem vagabundex, que pra melhorar piorar estavam sem bateria, pela bagatela de quanto? Um e noventa e nove! Peguei o meu e segui perambulando, atrás de algo que pudesse servir de base, já que daquele relógio eu só pretendia aproveitar a “máquina”.

Não encontrei o que eu tinha em mente, e quando já estava desistindo, passando pelo último corredor, encontrei uma pilha de tabuinhas de bolo (daquelas de papel duro, sabe?). Diâmetro maior que um palmo, perfeita! Saí de lá 4 dinheiros mais pobre e já visualizando o que iria fazer, até que… quase saindo do Mall, dou de cara como uma promoção numa loja de produtos indianos: qualquer produto pela metade do preço! Fui direto na prateleira de papéis feitos à mão e arrematei o meu por 2 míseros dinheirinhos. Não tá ruim não, né?

E foi assim que nasceu um relógio de parede pro meu home office :)
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Material:

- uma tábua de bolo redonda com mais ou menos 30cm de diâmetro (daquelas de papel bem grosso);

- cola (eu usei modge podge e cola spray, mas cola branca normal funciona também)

- máquina de um relógio de parede (motorzinho + ponteiros). Você pode desmontar um relógio barato ou comprar um kit DIY

- papel da sua escolha (ou tecido!)

- furadeira

- tesoura, régua, lápis… essas coisas de sempre

 

Vamos ao PAP!

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1. Usando uma régua, encontre mais ou menos o centro da circunferência e com uma furadeira perfure a tabuinha.

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2. Encaixe o motorzinho do relógio na parte de trás. Às vezes é necessário abrir um pouco mais o furo, pra que o eixo encaixe, mas cuidado pra não deixar o motor bambo, é importante que fique bem justinho. Se não ficar, use cola para fixar.

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 3. Retire o motor e recorte no papel (ou tecido) uma circunferência um pouco maior que a da tábua de bolo.

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4. Para um trabalho mais limpinho, aplique cola spray no verso do papel e na parte da frente do que será seu relógio. Espere de 1 a dois minutos antes de colar um no outro. Lembre-se que você pode usar cola branca, sem problema nenhum. Preferi a cola spray pra tentar minimizar a sujeira :)

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5. faça pequenos cortes em todo o perímetro do papel (ou tecido), aplique-o à tábua e, cole as bordas na parte de trás (eu pincelei cola branca)

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6. Feito isso, com o auxílio de uma tesoura, fure o papel que você acabou de colar sobre a tábua bem no centro, onde entrará o eixo do motor do relógio. Aconselho a passar uma camada de modge podge (ou mesmo de cola branca) para proteger a superfície e dar um acabamento melhor, mas não é fundamental.

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7. Encaixe o motor

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8. Encaixe os ponteiros na sequência: horas, minutos, segundos. Notem que meus ponteiros estão cobreados – eu havia pintado, usando tinta spray cobre (sim, a mesma que usei no projeto do mês passado, rs), mas achei que ficou mortinho, então….

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9. Lancei mão da minha velha amiga washi tape – que eu não usava fazia tempo! – e transformei meus ponteiros em laranja fluorescente! Pra dar uma bossa a mais, com uma Sharpie (caneta permanente) laranjona, pintei o ponteiro de segundos. Outra vida, né, não? :)

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Depois foi só arrumar um espacinho pro meu relógio novo na parede do meu home office e pronto, uma parede que era preta e branca, ganhou um splash de cor :)

Arrisco dizer que este foi o projeto mais fácil e mais rápido que eu já fiz – mais fácil até que o macramê de principiante, ops, de minuto!

Então se quiser fazer um relógio de parede bacanudo e baratex pra sua cozinha, pro seu home office ou até mesmo pro quarto das crianças, se joga nesse PAP porque é risco zero! ;)

Ah, e não acabou não, hein! As outras meninas do SOS Decor também colocaram a mão na massa e trouxeram  ideias fantásticas pra você abusar do xing ling ;)

 

Este post faz parte do projeto DIY Coletivo da Equipe SOS Decor. Pra ficar por dentro de todas as blogagens, ou participar das próximas edições, basta ficar ligado na fanpage do Facebook.

 

 

concreto17O Concreto aparente surgiu com força total em terras brasileiras na década de 60, na época do movimento brutalista, quando primava-se pela funcionalidade e objetividade da construção em detrimento dos elementos decorativos.

No Brasil, arquitetos como Ruy Ohtake, Mendes da Rocha e Vilanova Artigas são sem dúvida nenhuma alguns dos maiores representantes/ícones deste movimento.

Na arquitetura brutalista, o concreto armado era o rei e estava sempre aparente. As estruturas, antes encondidas, disfarçadas, ganhavam destaque. Fachadas, paredes internas, escadas, lajes, vigas, colunas, brises, pilotis…  uma infinidade de elementos arquitetônicos se beneficiaram do concreto armado, que passou a estrelar in natura, completamente aparente, nas edificações da época.

O tempo passou e outras correntes surgiram, voltando a esconder o esqueleto das construções. Já há algum tempo, entretanto, vê-se um certo retorno do concreto aparente ao gosto comum. Eu mesma adoro a ideia dos ambientes serem o mais verdadeiros possíveis. Se uma construção foi pensada, planejada, não há porque disfarçar seu esqueleto. Muito pelo contrário, vigas robustas de concreto aparente, assim como colunas estruturais à mostra, me dão borboletas no estômago, mexem com minha imaginação, aguça meus sentidos.

E pra provar meu ponto, trago hoje pra vocês inspirações lindas e cheias de personalidade que exaltam os elementos estruturais, deixando o concreto aparente.

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Preferências à parte, uma coisa é certa, estruturas aparentes contam histórias não só de uma época, mas também da edificação em si. Eu morro de amores!

Mas como diz o velho ditado, quem não tem cão caça como gato, então na impossibilidade de se ter concreto aparente de verdade (dada a dificuldade que é se conseguir, hoje em dia, um serviço bem feito a um preço camarada), por que não apelar para o bom e velho “fake”? Sim, os revestimentos cimentícios são  uma boa opção para atingir um look brutalista, só que muito mais baratos que os verdadeiros.

Seria assim, comparando grosseiramente, como utilizar adesivo vinílico em vez de papel de parede de verdade – não é o ideal, mas dá pro gasto (e é bem mais em conta) rs. E pra provar que os fakes também dão samba, olha aí alguns exemplos:

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Claro, resultado não é o mesmo, já que se perde muito da característica bruta original. Entretanto, muito embora o revestimento de cimento queimado não traga com ele a “uniqueness” da imperfeição que só o concreto aparente proporciona, o aspecto cru confere, inegavelmente, uma pegada moderna ao ambiente, e melhor, por um precinho beeeeem mais camarada. E quem não gosta de um look bacana a um preço acessível? :)

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Continuando o papo sobre tapetes, para reforçar meu gosto absolutamente eclético, trago para vocês hoje mais um estilo que eu curto bastante. Diferentemente do cowhide rug do post anterior, que eu sempre adorei, dos tapetes persas eu aprendi a gostar. Foi um processo lento, longo, que foi da total rejeição ao amor profundo. Coisa de gente que muda de ideia.

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Eu acho até que um dos motivos que me impulsionaram a trabalhar com interiores foi nunca ter conseguido ter um estilo que pudesse chamar de meu. Nem quando se trata de roupa eu consigo apontar um estilo e dizer: “esta sou eu” – vou do preto ao estampado colorido florido num piscar de olhos, da caveira heavy metal ao saiote frufruzento de um dia pro outro. Houve um tempo que até os cabelos mudavam completamente de um mês pro outro.  Imagina quando o assunto é decoração! Minhas preferências são diversas e variam com o clima, com a hora do dia, o dia da semana, a semana do mês e o mês do ano. Meu estilo é mutante e eu enjôo muito fácil de quase tudo. Se eu pudesse mudaria completamente de decoração a cada 4 ou 6 meses. Se eu pudesse mesmo, mudaria tudo a cada estação.

Mas claro que apesar de toda essa instabilidade, minha essência é muito forte e há alguns traços e gostos que estão sempre à flor da pele e é isso que define meu rumo. Sempre. Gosto de referências marcantes, de arte (mesmo aquelas artes entre áspas, feitas por mim), gosto de fotografia, de cores onde não se espera, de texturas. E pra completar, não sou NADA minimalista. Nem eu, nem os tapetes persas :)

E pra quem acha que o tapete persa é coisa da casa da vovó, aqui vão provas visuais de que eles são tão modernos quanto qualquer chevron – só que com muito mais classe ;)

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É, tô in love pra valer. Só de eu ter selecionado estas imagens, já fiquei com borboletas no estômago, querendo um persa pra chamar de meu. E é tão baratinho, né? Só que não, rs

Mas quer saber, é o tipo de compra que vale cada centavo, primeiro por ser uma peça super “unique” e segundo por ser uma decoração atemporal, acima dos modismos, do bem e do mal :)

 

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Já faz tempo que tenho vontade de trazer uma rede pra dentro de casa. Uma daquelas bem coloridas (apesar de também morrer de amores pelas cruas), bem brasileiras, feita em tear, com franja, sabe? Infelizmente, aqui, apesar de ter espaço e de eu saber exatamente onde entraria a minha, não posso instalar nadica de nada nas paredes, nem no teto (e infelizmente não rola de pendurar uma rede usando velcro adesivo, rsrsr).

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Acho um charme utilizar a rede na decoração, sem falar que eu AMO tirar um soninho no seu suave vai e vem. Sempre, após um farto almoço de fim de semana, me vem o pensamento: “tudo o que eu queria agora era uma rede…”

A rede, originalmente feita de cipó e lianas, foi inventada pelos nossos índios da América Latina, que a utilizavam como cama, mas com a colonização, seu uso foi ampliado, serviam, por exemplo, para que os escravos carregassem os colonos em passeios pela cidade e até mesmo em viagens. Com o passar do tempo, ela foi ganhando texturas mais macias e já posava na decoração de varandas brasileiras do Brasil-colônia.

Hoje, apesar das redes serem feitas dos mais diversos materiais, as que moram no meu coração são as tradicionais tecidas em tear manual, como as usadas pelos portugêses no início de nossa colonização. Aliás, ainda há lugares no norte e nordeste onde, nas casas, ainda se dorme em redes em vez de em camas, sabia?

Pra mim, o sonho da rede dentro de casa ficará para a próxima morada, mas enquanto minha vez não chega, vim compartilhar com vocês algumas inspirações para inserir, com louvor, nossa boa e velha rede num cantinho de casa.

Algo me diz que no dia em que eu colocar um rede em casa, terei que colocar duas, ou três, porque será o canto mais disputado, aposto!

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E aí, vai dizer que não dá vontade de atropelar o contrato de aluguel e mandar ver na rede? Meu marido que não me leia, mas eu tô cada vez mais tentada!! Acho que eu ter um blog de decor foi a pior coisa que aconteceu na vida do meu digníssimo nos últimos dois anos ;)

E você, ainda acha que lugar de rede é na varanda?

 

 

 

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Quem me conhece um tantiquinho, sabe que eu não resisto às cores. Já fui daquelas pessoas que tem uma cor predileta, só que a minha mudava de tempo em tempo. Minha primeira cor predileta foi o azul. Eu era pequenina, isso foi dos 3 aos 7 (durou bastante!) e lembro que ficava brava quando não encontrava no jardim da casa da minha tia-avó flores azuis – por que as rosas eram cor-de-rosa? Eu não me conformava!

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Os anos foram passando e minhas preferências mudando. Já tive preferência pelo rosinha, pelo rosa choque, pelo preto, pelo verde claro, pelo verde escuro, pelo turquesa, pelo esmeralda, pelo vermelho, pelo roxo, pelo cinza, pelo laranja, pelo amarelão… Não necessariamente nesta ordem.

Já faz um tempo,  entretanto, que me assumi, e minha cor predileta é… qualquer uma! Depende de quando, onde e para quê. Gosto de todas as cores, sem exceção. E gosto também de misturá-las livremente. Sabe aquelas regrinhas de combinação de cores (análoga, monocromática, complementar, triádica, blá, blá, blá..), então, não dou a mínima pra elas :) Gosto mesmo é de seguir a intuição.

Preferências à parte, por mais eu que adore a dupla preto e branco e o estilo escandinavo, não abro mão de cores na decoração. Não há maneira de não incorporar cores a minha casa. Impossível. E foi assim que ao chegarmos aqui em Melbourne, a primeira compra que fiz foi meu sofá amarelo – que aliás, infelizmente não seguirá conosco para a próxima casa. Tá veínho, coitado. Aguentou todas as lavagens que conseguiu, e até que vem aturando bem essa vida sob a influência de dois molequinhos impossíveis.  Já recebeu de tudo, este sofá – é um expert em sabores.

Há quem ache que fica over, outros pensam ser muito comprometimento. Há também os que julgam feio e até mesmo os que gostam mas têm medo.

Hoje, vou mostrar pra vocês uma seleção que fiz de sofás amarelos, porque uma coisa é certa, eles são um “statement” , uma peça master, e cá entre nós, ter um ponto focal no ambiente, é para muitos uma mão na roda, um grande facilitador na hora de decorar.

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Agora me diz: é ou não é uma peça de respeito? A cor, apesar de marcante, se submete perfeitamente aos mais variados estilos e traz um brilho peculiar à decoração, transformando-se instantaneamente no centro da atenções.

Ai ai, tô começando a sentir saudades do meu sofá amarelo – do qual eu ainda nem sei quando me despedirei oficialmente, hahaha . Vou ali ficar olhando pra ele um pouquinho e volto já :)

Ah sim, os mais observadores certamente notaram que uma das fotos é daqui de casa, não é mesmo? Aliá, isso me faz lembrar que tô devendo um tour pela casa atual – se bem que talvez eu deva esperar mais um pouco e encaixá-lo no “minhas casas passadas”… #sentindocheirodemudança

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Eu sou louca por tapetes. Tão louca que cometo a loucura de usá-lo sobre o carpete. Uso e paro de usar quando a paciência acaba – ficar arrumado tapete que se move o tempo inteiro é irritante, gente! E não adianta, aquela trama que se usa sob o tapete para não deslizar só funciona em piso duro e mesmo aquela mantinha especial para posicionar tapete sobre carpete, pára de funcionar rapidinho, tem que ser trocada a cada 6 meses no máximo. Então, para evitar o gasto a cada 6 meses, eu uso os tapetes até quando minha paciência me permite. Paro, enrolo, guardo, passo dois ou três meses sem eles e depois volto a usá-los. Coisa de gente perturbada, eu sei, rs.

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Não tem um dia que eu olhe para o chão aqui de casa e não deseje ter a minha própria casa, com um piso lindo, pra que eu possa comprar meus sonhados tapetes.

Hoje vim mostrar pra vocês um dos meus estilos prediletos, que faz tempo desejo incorporar a minha casa, mas a compra de um  destes abriria a caixa de pandora e, me conhecendo como me conheço, o bicho ia pegar! Porque eu sou assim, posso sair às compras e voltar sem nada, mas basta que eu compre a primeira blusinha, pro bichinho da carteira nervosa não me deixar parar. Triste verdade.

E antes que este post tome um outro rumo, vamos aos tapetes! :)

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Diz aí se não é pra desejar com força? Fica lindo na entrada, na sala, no quarto, no banheiro e na cozinha.
Só te digo uma coisa, na minha próxima casa, vai ter um desses aí esticadinho no chão ;)

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Acreditem ou não, se há uma coisa que chama logo minha atenção quando eu entro numa casa, é o piso.

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Amo de paixão pisos de madeira – mas madeira mesmo, não me venha com laminados, que embora sejam muito práticos, não me convencem.

Eu gosto não só do look dos tacos de madeira, das tábuas corridas, mas também da sensação ao caminhar sobre eles. Já reparam que o salto do sapato faz um barulhinho diferente em cada tipo de piso? Então.

Quando cheguei na Austrália, morei numa casa que tinha um piso original lindo de madeira. Dava gosto limpar, olhar pra ele (quem passa e lê, acha até que sou uma dona de casa exemplar, rsrs, sabe de nada, inocente!)…

Um dos principais motivos de eu sonhar em comprar uma casa antiga é a surpresa que certamente estará me aguardando de baixo daquele carpete velho, brega e gasto: um piso lindo de madeira de verdade, um pouco desgastado pelo tempo talvez, mas quem se importa? Eu adoraria ter na minha casa um piso de madeira antigo, marcado, sofrido. Acho um charme.

Gosto também de ladrilho hidráulico, daqueles mais porosos, bem difíceis de limpar, rs. Mas se for para optar pela praticidade, escolho o cimento queimado, pintado, estampado ou ao natural.

Só não me venha com carpete, pisos laminados, nem porcelanato (exceto pro banheiro). Não gosto e pronto.

Infelizmente, moro de aluguel e aqui a possibilidade de se negociar uma troca de piso é nula. Ou seja, moro numa casa onde o carpete reina absoluto nas áreas sociais e íntimas, e segue de mãos dadas com o  porcelanato na cozinha/área de jantar e a cerâmica padrão nos banheiros e lavanderia. Eu sofro, gente!

Mas hoje vim aqui trazer inspiração não só pra vocês que são donos da própria casa e têm autonomia sobre o chão que pisam, mas também para os que, como eu, ainda moram de aluguel e são obrigados a se sujeitar a revestimentos mequetrefe, afinal, não se paga pra sonhar :)

Pra começar, eles, meu queridinhos, os pisos de madeira:

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taco

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tabua corrida

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Com brilho ou fosco,  claro ou escuro, rústico ou polido, pouco importa. Pra mim, ter um piso de madeira é começar a decoração com o pé direito!

Mas nem só a madeira faz meu coração acelerar… Vejam esses pisos de ladrilho hidráulico (e olha que nem são daqueles porosos antigos que eu amo, hein!)

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O ladrilho hidráulico foi muito usado nas construções no Brasil antigo. Com o tempo, foi sendo esquecido, mas ainda no final do século passado  voltou sua procura e novas linhas deste material foram lançadas, com acabamentos mais adequados à vida moderna.

Apesar da nova leva ser linda, meu ponto fraco mesmo são aqueles remanescentes doutros tempos, aqueles que a gente encontra nos cemitérios de azulejos da vida. Claro que ainda se produz modelos à imagem e semelhança dos originais, mas os preços são tão especiais quanto  as peças :)

E pra não dizerem por aí que eu sou uma pessoa que só gosta do “difícil”, encerro as inspirações de hoje com outro revestimento que eu adoro: o  cimento queimado.

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cimento queimado

Para uma pessoa como eu, que ama tapetes (talvez por isso eu odeie carpetes!), o piso de cimento queimado é uma benção. As possibilidades são infinitas tendo como base esse revestimento curinga (sim com U. Coringa com O, refere-se à pequena embarcação ou pessoa feia e/ou raquítica – por isso o Coringa do Batman é com O, rsrs).

Outro dia eu volto pra falar do meu amor por tapetes ;)

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Em tempo:

Hoje notei um erro no  sistema de comentários do blog (DISQUS). Comentários de vários leitores ficaram sem resposta. Ainda não sei porque, mas aparentemente minhas respostas postadas através do painel de administração  são consideradas spam. Eu sempre, cedo ou tarde, respondo a TODOS os comentários e mensagens, então se algum comentário seu ficou no vácuo, não foi por desleixo meu, nem por falta de consideração, tá? Foi um erro da máquina ;)
Mas agora eu já aprendi: respostas diretamente na página do post :)

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Faz alguns meses, recebi de uma cliente do Brasil fotos lindas do quartinho que projetei pros seus trigêmeos.

IMG_2395Trabalhar com Design Online tem muitas vantagens, mas também desvantagens, como por exemplo não poder participar do processo de execução/montagem dos ambientes, ou ainda, não poder registrar as etapas, o antes e o depois – neste aspecto fico completamente refém dos clientes, esperando quietinha no meu cantinho pelas fotos reveladoras que me mostrarão como meu design saiu do papel.

Vez por outra, para minha alegria, recebo fotos e vibro com cada uma delas. Pra mim é um verdadeiro deleite ver o resultado final, o design executado.

Hoje, resolvi compartilhar com vocês uma amostrinha deste trabalho.

O quarto era assim, espaçoso, porém simples. Sem adornos, motivo nem cores, a famosa tela em branco.

foto antes

17-03-2014 1207

A cliente queria um quarto bem colorido, que lembrasse uma histórinha de conto de fadas, queria uma ambiênica alegre, um cenário onde seus trigêmeos de 3 anos pudessem brincar, soltar a imaginação. Queria também que as camas fossem baixas, mas não juntinhas ao chão. Ela queria fazer um makeover completo do quarto sem que para tanto tivesse que se enveredar por uma obra mais dramática. Uma coisa que ficou bem clara é que pra ela, menos é menos e mais é mais. Então nada de minimalismos! O quarto deveria ser como uma fábrica de sonhos.

Após algumas trocas de emails, resolvi qual seria o partido do projeto: iria criar um vilarejo, onde cada qual dos trigêmeos (duas meninas e um menino) tivesse uma casinha, que seria seu refúgio particular dentro do espaço dividido entre eles. A idéia era criar um espaço lúdico que ao mesmo tempo que fosse de uso comum, pudesse proporcionar a cada qual a possibilidade de se “esconder”  no seu catinho, fosse pra descansar, fosse pra ler ou apenas para contemplar a brincadeira.

Oha só como ficou :)

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A parede adjacente à entrada virou uma grande lousa verde, tipo as da escola de antigamente, onde eles poderiam soltar a imaginação com giz ou mesmo canetinha, usando a bonina de papel ali instalada.

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Um detalhe recorrente nos meus designs infantis é a prateleira alta, que circunda o ambiente e serve como display para brinquedos decorativos. Entretanto, no caso deste projeto, ela serviu também pra “reduzir” a altura do pé-direito, dando a sensação que o teto está mais próximo à escala dos pequenos. Este recurso sempre confere um ar mais aconchegante ao ambiente.

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Na parede principal e secundária, criei um painel com morros e céu azulzinho onde entrariam decalques de nuvens branquinhas e assim nasceria o pano de fundo, onde entraria cada uma das três caminhas, lado a lado, abraçadas por casinhas-cabeceiras que desenhei especialmente pra eles – cada qual em sua cor preferida. Sob cada cama, os caixotes com rodízio ajudam a organizar brinquedos e também travesseiros e cobertores durante o dia, e as almofadas durante a noite, assim as caminhas ficam sempre lindas e apropriadas ao momento.

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Uma coisa bem bacana que a cliente fez foi não permitir que as crianças entrassem no quarto durante o processo de execução :) Eles só puderam entrar, quando o último brinquedo foi colocado no lugar. Ela conta que eles ficaram eufóricos quando finalmente deram de cara com o resultado!

Agora, quem sabe dizer de onde veio a luminária multicolorida, hein? Sim, sim, sim, da HC Store, a loja do Homens da Casa :) O Edu produziu uma versão lollipop especialmente pro quarto dos trigêmeos. Bacana, né?

Outro item do projeto que veio de loja de blogueiro é o trio de casinhas que aparece na parede de lousa – alguém reconhece? É da Casa de Criação do blog A Casa que Minha Avó Queria.

E olha, eu continuo catalogando lojas fofas (e online) de decor aí no Brasil, pra facilitar na hora de especificar produtos lindos pros meus designs, então se você tem ou conhece alguém que tenha uma lojinha, manda uma mensagem pra mim, vai? :)

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Em tempo: se você quiser uma mãozinha pra transformar o quarto das crianças, entre em contato ;)

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